Saga Evanescente
Jul 13
Arquivado em: Letras por aí afora

Eu conheço Ren Deville desde… sei lá. Um ano? Seis meses? Eu só sei que uma amizade surgiu do nada, basicamente das trollagens dela e da minha doçura -q Conheçam e se apaixonem pela diva semeadora da discórdia, assim como eu.

Evanescente: Renzinha, me dá o Téo (personagem do livro Obsidiana)?
Ren Deville: Ahn… Não. O magnífico Matteo “Teo” Negrini pertence a mim.

Evanescente: Observo nos seus poemas/poesias/contos/livros muitos elementos de Dark Fantasy. Você se consideraria uma autora Dark Fantasy ou acha que é só uma fase?
Ren Deville: A vida não é um mar de rosas, é tudo muito fodido. Outras pessoas perdem o meu tempo ao só relatar coisas bonitas, fofinhas, etc. Por que deveria eu fazer o mesmo, quando sou eu quem fala o que mais ninguém se atreve? Com um toque sobrenatural, é claro.

Evanescente: Ouvi falar muito da sua experiência no Nyah e devo admitir que nunca nem abri este site pra dar uma olhada. Você indicaria-o para todos os autores novatos ou pensa que é uma questão de escolha mesmo?
Ren Deville: Não realmente. Não querendo ser convencida, mas a melhor época do Nyah! Para escritores foi quando eu estava lá. Era muito lindo, as pessoas liam, gostavam, comentavam, hoje em dia o site está muito mais para ficwriters. Os usuários mais antigos, como eu, sumiram, ou não postam mais. Eu tenho um amor imenso pelo site e pelo Seiji, seu criador, wow, lá foi onde eu realmente me aventurei a passos incertos na escrita, mas o site não é mais pra mim.

Evanescente: Recentemente você assumiu a chefia do blog Eu <3 Livros. Como autora, é bom um blog literário? Ou você acha que é meio difícil diferenciar o lado crítica do lado autora?
Ren Deville: Eu assumi por tabela, a dona e criadora, a Jull, me deixou no comando quando ela esteve de mudança e sem internet. Apenas isso. Bem… Depende. Uma coisa é você ler livros e só, outra é ler e resenhar. Ao resenhar, você se aprofunda no tema, às vezes, muito mais do que deveria e se você não souber lidar com isso, corre o risco de ‘danificar’ a sua escrita. Tirar ideias da resenha, mudar coisas do original, que nem sempre pode ser algo bom.

Evanescente: Falando em blogs, você é a garota com mais blogs que eu conheço (contando tumblrs, né). Ser blogueira, para você que tornou isto quase uma profissão, é de fato o que?
Ren Deville: Eu não me considero blogueira, para falar a verdade. Um blogueiro, minha gloriosa opinião, é alguém que posta todo dia, tem leitores acompanhando, é estar sempre ali com algo novo para postar. Eu não faço isso, eu não tenho paciência, eu não tenho ânimo. Eu devo ter dois ou três blogs, que atualizo mensalmente ou anualmente. Tumblr realmente não conta, pois são posts de outras pessoas… Enfim.

Evanescente: Você tem alguma/algum musa/muso? Aquela autora/autor que, Oh, quero ser como ela/ele como crescer. E não vale André Vianco, porque estamos carecas de saber o quão fangirl dele você é HAHA.
Ren Deville: Bem, foda-se, minha musa é o Vianco. Ele é o meu herói, ele praticamente me salvou, e… Sinceramente, eu nunca teria dado vida aos meus sonhos se não fosse por ele. Mas como é para dizer outro… Com certeza seria a rainha Rowling. Mais pelo fato dela nunca ter desistido, ter acreditado tanto em Harry Potter que não parou até conseguir o que queria e ter chegado a onde ela está hoje. Musa, defini~diva~mente.

Evanescente: Como surgiu a ideia dos Novos Autores Nacionais, Ren? Lembro que li o termo pela primeira vez no Post Mortem Blues e gamei -q Quando surgiu na sua cabeça toda a dimensão dos NANs?
Ren Deville: Provavelmente enquanto eu escrevia a postagem. Eu queria falar dos autores do Orkut, pessoas muito interessantes – não tanto quando eu, enfim -, e sobre como eles saem do maldito nada! A maioria resolveu escrever do nada e criou uma comunidade para a sua história. E pronto, fez-se a merda. Mas então eu resolvi colocar outros exemplos, os que deram certo com editoras – as que existem – e mostrar às pessoas o quão jovens nós somos e o quanto sofremos, porque tem gente que acha que é fácil, muito fácil. Mas, porra, não é. E aí nasceu o NAN. Eu entendo que isso nunca dará certo, e se alguém disser que é mentira, saiba que sim, é verdade e o projeto NAN nunca sairá do papel. O que eu quero é que a ideia fique, que os outros saibam que nós sofremos pra caralho e que um dia realizaremos o sonho. Ou não.

Evanescente: Eu sei que você escreve, sei lá, uns três livros ao mesmo tempo. É fácil equacionar o tempo e as ideias, ou um sempre acaba ficando de lado?
Ren Deville: Até que é porque eu tenho momentos com cada história. Suponhamos, essa semana eu quero me focar em Abismo. Talvez, daqui um mês eu resolva escrever Lúgubre e semestre que vem Obsidiana. É coisa de fase.

Evanescente: Dentre esses que você está escrevendo, qual o seu preferido? O meu é Obsidiana (TÉO <3).
Ren Deville: Hum… Eu não tenho essa de história favorita e sim de quais personagens eu mais gosto. A história com a personagem que é um xodó meu, não escrevo mais, infelizmente. Em segundo lugar, vem Lúgubre, que tem a Pam e o meu lindo Joaquim.

Evanescente: Você prefere escrever poesia ou prosa? Sempre tive esta curiosidade.
Ren Deville: Poesia, é claro. Dá para colocar a alma ali, porque a poesia, no meu caso, é sobre o que eu estou sentindo, sobre o que eu desejo, sobre mim. Cada poema é especial, pois ele tem um pedacinho meu que seja, mas tem.

Evanescente: Das antologias em que participou, você tem alguma que considera a melhor de todas?
Ren Deville: Uau, é… Provavelmente o Elas Escrevem, 2010, Andross Editora. O conto, Escrava do Pó, é um dos meus favoritos, no quesito de realidade, porque ele é o que mais fala de mim. É o que mais me tem. Ele é basicamente verídico.

Evanescente: Eu confesso não ser muito fã de antologia, mas entre antologias e livros, seu preferido são os livros? Tanto para escrever quanto para ler?
Ren Deville: Oh, não ligue, eu também não sou a maior fã de antologias. Por incrível que pareça. Eu prefiro livros, realmente. Talvez pelo tamanho ou por algo inteiramente de só uma pessoa, excluindo os casos de coautoria. É só uma idéia, enquanto numa antologia, porra, são várias! Vários modos de escrever, de pensar, de mostrar um sentimento enquanto no livro é tudo… Único.

Evanescente: Onde podemos encontrar mais sobre seus trabalhos, Ren?
Ren Deville: Em sua maior parte no Orkut, é onde eu posto algumas histórias ou talvez no tumblr (fataritmo.tumblr.com). Mas o meu preferido é o meu 89Segredos (89segredos.blogspot.com).
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